“Vamos manter as medidas”, dizem governadores do Nordeste em resposta a Bolsonaro sobre novo coronavírus

Os governadores do Nordeste se reuniram por videoconferência, nesta quarta-feira (25), e decidiram manter todas as medidas que estão sendo adotadas para evitar a proliferação do novo coronavírus. Ainda nesta quarta (25), os 27 governadores farão reunião sem a presença de membros do governo federal.
Em carta, os gestores que integram o Consórcio Nordeste, afirmaram que, “O momento vivido pelo Brasil é gravíssimo. O Coronavírus é um adversário a ser vencido com muito trabalho, bom senso e equilibro”.
Eles classificaram a situação enfrentada no País, como um “momento de guerra” contra uma doença altamente contagiosa, e declararam estarem frustrados com o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nesta terça-feira (24), quando voltou a relacionar o novo covid-19 com uma “gripezinha”, e a criticar o isolamento social.
“Entendemos que cabe ao Governo Federal ação urgente voltada aos trabalhadores informais e autônomos. Agressões e brigas não salvarão o País. O Brasil precisa de responsabilidade e serenidade para encontrar soluções equilibradas”, declararam os nove governadores do Nordeste, que assinaram a carta.
De acordo com o governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste, Rui Costa (PT), a decisão prioritária dos estados, está sendo a de cuidar da vida das pessoas, e que a responsabilidade de administrar a economia dos estados, não está sendo esquecida. “É um momento de união, de se esquecer diferenças políticas e partidárias. Acirramentos só prejudicarão a gestão da crise”, afirmou Costa.
Um dos temas abordados na reunião foi a necessidade de o Governo Federal implementar uma ação urgente voltada aos trabalhadores informais e autônomos. Os governadores do Nordeste solicitaram ainda a necessidade urgente de uma coordenação e cooperação nacional para proteger empregos e a sobrevivência dos mais pobres.
Para a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), a prioridade no momento é a proteção da vida das pessoas, sem colocar a economia em segundo plano. “Entendemos que cabe ao Governo Federal ação urgente voltada aos trabalhadores autônomos. Agressões não salvarão o País. Precisamos de responsabilidade e serenidade para encontrar boas soluções”, disse Fátima Bezerra em seu Twitter.