O último boi do último carnaval

boi biu

Quando pela ultima vez eu o vi, o vi pela ultima vez.
Tudo era igual ao igual como antes, uma batida sem ritmo num ritmo andante.
Um boiadeiro solitário, um boi no caminho, dois meninos ao lado e o lado sozinho.
Um carnaval tão triste que calava o coração desta cidade ingrata, que no silêncio se mata o frevo de um folião.
Há! Quem nos dera uma boiada alada seguindo a toada desse boi solitário, que percorreu seu calvário nessa cidade calada, gelada, parada que um dia ainda foi, alegria de um boi.
Hoje, tocam no além o biu do boi e o boi de biu, que tão cedo partiu dessa cidade ingrata, onde quase sempre se mata o sonho de alguém.
Um boiadeiro solitário, um menino sozinho, um boi carregado, um tarol atrasado, o fim do caminho.
Nunca foram nem serão mais lembrado, o boi carregado, o vaqueiro sozinho, pois sem festa se foi, de um bloco de dois o vaqueiro do boi.

Por. Dr. Evandro Mauro.

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